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Migrou o site, esqueceu o DNS e o mundo desabou: o socorro para quem virou refém do domínio

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Migrou o site, esqueceu o DNS e o mundo desabou: o socorro para quem virou refém do domínio

Photo: अरविंद धरेप्पा बगले, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Todo mundo que já migrou de hospedagem conhece aquela sensação: o site novo subiu lindo, você comemorou, dormiu tranquilo — e três dias depois o WhatsApp explode com 'chegou e-mail seu? Achei que vocês tinham fechado'.

Pois bem. Na maioria dos casos, a hospedagem nova não tem culpa nenhuma. O vilão da história tem três letrinhas: DNS.

O que o DNS tem a ver com a sua migração (tudo)

O DNS é a agenda de endereços da internet. Quando alguém digita seudominio.com.br, o DNS diz para qual servidor essa pessoa deve ir. Ao trocar de host, você precisa atualizar essa agenda — e é aí que a coisa desanda, porque o DNS não muda na hora para todo mundo.

A chamada propagação pode levar de algumas horas até 48 horas (em casos teimosos, mais). Durante esse período, convivem duas realidades: parte dos visitantes vê o site novo, parte vê o antigo. E o caos começa.

O que quebra quando o DNS fica para trás

1. E-mails desaparecem (ou voltam com erro) Esse é o clássico. Se o registro MX — o que aponta para o servidor de e-mail — ficou apontando para o host antigo, suas mensagens continuam chegando na caixa velha. Você olha o webmail do novo provedor e: nada. Pior cenário: se a conta antiga for desativada, os e-mails nem quicam, simplesmente somem.

2. SSL dando erro de segurança O certificado do host antigo expira, e quem ainda é direcionado para lá recebe aquele aviso vermelho assustador no navegador. Cliente leigo não pensa duas vezes: fecha a aba e desconfia do seu negócio.

3. Cache do provedor antigo Alguns hosts antigos continuam servindo uma versão em cache do seu site por um tempo. Resultado: você atualiza um preço, e o cliente vê o valor velho. Em e-commerce, isso dá prejuízo de verdade.

4. Formulários e integrações quebrados APIs, webhooks e integrações de pagamento podem apontar para o IP antigo. Se o site novo não recebe essas chamadas, o pedido cai no limbo.

Checklist de propagação: o que conferir antes, durante e depois

Antes de migrar, faça uma cópia dos registros DNS atuais (A, CNAME, MX, TXT, SPF, DKIM, DMARC). Print ou planilha, tanto faz — o importante é ter o mapa do que estava configurado.

Na migração:

Depois da mudança, teste em ferramentas como dnschecker.org ou whatsmydns.net, que mostram em tempo real como o mundo enxerga seu domínio, país por país. Para e-mail, o MXToolbox ajuda a validar MX, SPF e DKIM de graça.

Não dependa só do suporte do host antigo

Aqui vai um alerta de quem já viu muita história: na hora do aperto, o suporte do provedor antigo não tem obrigação nenhuma de te socorrer — afinal, você cancelou o plano. Alguns até ajudam por boa vontade, mas não conte com isso.

Por isso:

Como sair vivo: o resumo

Migração bem-feita é migração planejada. Baixe o TTL antes, copie todos os registros, atualize com calma, teste com dnschecker, valide o e-mail no MXToolbox e só cancele o plano velho quando tudo estiver redondo por pelo menos 48 horas.

E se algo der errado mesmo assim, respire: DNS é chato, mas é reversível. Com os registros antigos anotados, dá para voltar atrás em minutos. O caro é descobrir depois do estrago que ninguém anotou nada.

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